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Esclerose múltipla: quais são as terapias modificadoras da doença?

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Após o diagnóstico de esclerose múltipla (EM), alguns remédios são utilizados para controlar sintomas, outros para tratar os surtos e há aqueles que atuam diretamente na atividade da doença.

As chamadas terapias modificadoras da doença têm esse objetivo: reduzir a atividade inflamatória da esclerose múltipla, diminuir a frequência de surtos e ajudar a retardar o acúmulo de incapacidade ao longo do tempo. 

No entanto, a escolha do medicamento vai depender do tipo de esclerose, do estágio da doença, dos exames, do histórico clínico e da avaliação do neurologista. Continue lendo para entender mais!

O que leva a pessoa a ter esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica em que o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio sistema nervoso central. Um dos principais alvos é a mielina, camada que protege as fibras nervosas e facilita a transmissão dos impulsos.

A causa exata ainda não é completamente conhecida. O que se sabe é que existe uma combinação entre predisposição genética e fatores ambientais. A infecção pelo vírus Epstein-Barr, baixos níveis de vitamina D, tabagismo e obesidade estão entre os fatores mais citados pela ciência.

Isso não significa, porém, que uma pessoa que apresente um desses fatores necessariamente desenvolverá a doença. No geral, a esclerose múltipla resulta de uma interação complexa entre diferentes elementos.

Principais tratamentos para esclerose múltipla

O cuidado com a doença não se resume a um único medicamento. De forma geral, o tratamento para esclerose múltipla pode envolver três frentes principais: 

  • terapias modificadoras da doença;
  • medicamentos para os surtos;
  • e medidas para controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Durante um surto, por exemplo, podem ser utilizados corticosteroides em altas doses para reduzir a intensidade e a duração do episódio. Esse tipo de medicamento tem uma função diferente das terapias modificadoras.

Já sintomas como dor, espasticidade, alterações urinárias, fadiga ou dificuldades de mobilidade podem exigir medicamentos específicos, fisioterapia, terapia ocupacional e outras estratégias de reabilitação.

Cada tratamento medicamentoso para esclerose múltipla possui uma determinada finalidade, e controlar um sintoma não significa necessariamente modificar o comportamento da doença.

O que são as terapias modificadoras?

A terapia modificadora, ou Medicamento Modificador do Curso da Doença (MMCD), são medicamentos que atuam sobre o sistema imunológico para reduzir a atividade da esclerose múltipla. 

Elas são utilizadas principalmente nas formas da doença em que existe atividade inflamatória, como a esclerose múltipla recorrente-remitente, e algumas opções também possuem indicação para formas progressivas específicas.

Esses medicamentos não eliminam a doença nem garantem que a pessoa nunca mais terá sintomas. O objetivo é diminuir a ocorrência de novos surtos, reduzir o surgimento de novas lesões observadas nos exames de imagem e, dependendo da terapia e do quadro clínico, retardar a progressão da incapacidade.

Medicamentos modificadores para esclerose múltipla

Os medicamentos modificadores da doença possuem diferentes classes, mecanismos de ação e formas de administração. Alguns são aplicados por injeção, enquanto outros são administrados por via oral ou por infusão intravenosa.

Entre os medicamentos mais conhecidos para esclerose múltipla estão o Ocrelizumabe, Natalizumabe, Cladribina, entre vários outros.

Ocrelizumabe (Ocrevus)

O ocrelizumabe é um anticorpo monoclonal que atua sobre os linfócitos B, células do sistema imunológico envolvidas na resposta inflamatória da doença. 

O Ocrevus é administrado por infusão intravenosa e possui indicações para determinadas formas de esclerose múltipla, incluindo formas recorrentes e esclerose múltipla primariamente progressiva.

Natalizumabe (Tysabri)

O natalizumabe também é um anticorpo monoclonal, mas seu mecanismo envolve impedir a migração de determinadas células imunológicas para o sistema nervoso central. Dessa forma, reduz a inflamação responsável por novas lesões.

É uma terapia de alta eficácia utilizada em pacientes selecionados, principalmente quando existe doença mais ativa ou quando é necessário um controle mais intenso da atividade inflamatória. Por exigir acompanhamento médico específico, a avaliação individual dos riscos e benefícios é fundamental.

Cladribina (Mavenclad)

Mavenclad é administrado por via oral e atua sobre determinados linfócitos, reduzindo temporariamente sua quantidade e, consequentemente, a atividade do sistema imunológico envolvida na doença.

O esquema de tratamento possui características diferentes de medicamentos que precisam ser tomados diariamente. Ainda assim, são necessários acompanhamento médico e exames para avaliar a segurança e a resposta ao tratamento.

Além desses exemplos, existem outras terapias modificadoras, como:

  • interferons beta;
  • acetato de glatirâmer;
  • fumaratos;
  • teriflunomida;
  • moduladores dos receptores de esfingosina-1-fosfato;
  • e outros anticorpos monoclonais. 

Como o médico escolhe o tratamento medicamentoso?

A escolha é individualizada e pode levar em consideração a frequência e a intensidade dos surtos, quantidade e localização das lesões na ressonância magnética, evolução da incapacidade, idade do paciente, comorbidade, possibilidade de gestação e exames laboratoriais.

Também é possível que o tratamento seja ajustado ao longo do tempo. Se houver atividade da doença ou efeitos adversos, o neurologista pode avaliar a troca para outra terapia.

Essa decisão não deve ser tomada por conta própria. Interromper, trocar ou atrasar uma medicação sem orientação pode aumentar os riscos relacionados à doença.

O tratamento precisa ser mantido mesmo sem sintomas?

Em muitos casos, sim. A esclerose múltipla pode apresentar períodos em que o paciente se sente bem mesmo com atividade da doença ocorrendo de forma silenciosa. Por isso, a ausência de sintomas não significa necessariamente ausência de novas lesões ou de progressão.

O acompanhamento regular permite avaliar a resposta ao tratamento por meio do histórico clínico, exames neurológicos, ressonâncias e outros exames quando necessários. O objetivo é manter a doença sob o melhor controle possível e preservar a autonomia e a qualidade de vida pelo maior tempo possível.

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Em algumas situações, o medicamento prescrito pode não estar disponível no Brasil ou pode ser necessário recorrer à importação conforme as regras sanitárias. Nesses casos, contar com uma empresa especializada pode facilitar etapas de cotação, contato com fornecedores e logística internacional.

A Pharmaimports atua com assessoria para importação de medicamentos especiais e trabalha com fornecedores internacionais, acompanhando o processo do começo ao fim, orientando sobre a documentação e as exigências necessárias.

Para iniciar uma cotação, é necessário apresentar a prescrição médica e as informações do seu medicamento.

Se você precisa importar um medicamento especial, entre em contato com a gente e conte com uma assessoria especializada para dar continuidade ao seu tratamento com mais segurança.

Veja mais: Como é feita a entrega de medicamentos importados

FAQ - Perguntas frequentes

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