A medicina avançou de maneira surpreendente e proporcionou tratamentos inovadores e eficazes para condições anteriormente consideradas de difícil tratamento. No campo das doenças neurológicas, o Ocrevus (ocrelizumabe) se destaca como um desses tratamentos inovadores. Continue lendo e descubra mais sobre esse medicamento revolucionário!
O que é Ocrevus?
Ocrevus, cujo princípio ativo é o ocrelizumabe, é um medicamento biológico, classificado como anticorpo monoclonal. Desenvolvido por engenharia genética, foi projetado para se ligar a uma proteína específica das células, alterando a atividade do sistema imunológico.
Ocrevus: para que serve?
O Ocrevus é uma revolução entre os medicamentos utilizados no tratamento da esclerose múltipla (EM). Essa doença neurodegenerativa, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracteriza-se por ataques ao sistema nervoso central, que provocam uma variedade de sintomas físicos e mentais.
O papel do Ocrevus no tratamento da EM é duplo:
- Tratamento da Esclerose Múltipla Recorrente (EMR): a EMR é caracterizada por episódios, também conhecidos como surtos, em que há um aumento ou reaparecimento de sintomas neurológicos. Esses episódios são seguidos de períodos de recuperação total ou parcial. O Ocrevus age diminuindo a frequência desses surtos e também ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas durante um surto;
- Tratamento da Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP): na EMPP, os pacientes veem uma deterioração constante de suas habilidades neurológicas sem os típicos surtos e remissões. Essa forma da doença é particularmente desafiadora, pois, até o advento de medicamentos como o Ocrevus, havia opções limitadas de tratamento. O medicamento visa retardar a progressão da EMPP, proporcionando esperança a esses pacientes.
O mecanismo exato de ação do Ocrevus, por meio do ocrelizumabe, continua sendo pesquisado, mas se acredita que atue na redução da inflamação que causa danos aos nervos. Ao atacar e destruir células B específicas, envolvidas na resposta inflamatória, o Ocrevus ocrelizumabe ajuda a proteger o sistema nervoso central dos danos causados pela esclerose múltipla.
Entretanto, o Ocrevus não é uma cura para a esclerose múltipla, mas uma ferramenta poderosa no arsenal terapêutico disponível para controlar e gerenciar a doença. O uso deve ser acompanhado por profissionais de saúde, que avaliarão a eficácia no tratamento dos pacientes e farão os ajustes.
Como o Ocrevus funciona?
Ocrevus® é um medicamento utilizado para tratar a esclerose múltipla. Seu mecanismo de ação exato ainda não é totalmente compreendido, mas acredita-se que ele funcione ao se ligar ao receptor CD20, presente na superfície dos linfócitos B, um tipo de célula do sistema imunológico.
Essa ligação ajuda a modular a resposta imune que está envolvida na progressão da esclerose múltipla.
Como usar o Ocrevus?
De acordo com a bula do Ocrevus®, o medicamento deve ser administrado exclusivamente por infusão intravenosa, após diluição em solução de cloreto de sódio 0,9%. O procedimento é realizado sob a supervisão de um profissional de saúde treinado, com acesso a suporte médico para tratar possíveis reações adversas graves.
O Ocrevus® não pode ser administrado por injeção direta ou em bolus intravenosos.
Antes da aplicação, pode ser necessário realizar uma pré-medicação com corticóides, antialérgicos e medicamentos antipiréticos (para febre), a fim de reduzir o risco de reações relacionadas à infusão.
A preparação e administração do Ocrevus® devem seguir rigorosamente as orientações do profissional de saúde e da bula do medicamento.
Ocrevus: efeitos colaterais
Todo medicamento, enquanto oferece benefícios terapêuticos, também pode apresentar efeitos colaterais, e o Ocrevus não é exceção. O ocrelizumabe, apesar de ser uma ferramenta valiosa no tratamento da esclerose múltipla, manifesta alguns efeitos indesejados em determinados pacientes. No entanto, nem todos os pacientes experimentarão esses efeitos, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa.
- Reações relacionadas à infusão: muitos pacientes experimentam sintomas durante ou após a infusão de Ocrevus, por exemplo, febre, dor de cabeça, erupção cutânea, urticária, pressão arterial alta ou baixa, cansaço e inchaço na garganta. Essas reações são mais comuns durante a primeira infusão e tendem a diminuir nas subsequentes;
- Infecções: o Ocrevus pode aumentar o risco de algumas infecções, uma vez que atua sobre o sistema imunológico, como as respiratórias, herpes e, em casos raros, infecções mais graves, que exijam hospitalização;
- Problemas de fígado: em alguns pacientes, o Ocrevus causa problemas hepáticos, como fadiga, pele ou olhos amarelados, dor no abdômen, náuseas e vômitos, perda de apetite e fezes de cor clara ou urina escura;
- Reações alérgicas: algumas pessoas desenvolvem reações alérgicas ao Ocrevus, manifestando-se como inchaço no rosto, lábios, língua ou garganta, urticária e dificuldade para respirar.
Esteja ciente desses efeitos colaterais e comunique qualquer sintoma ao médico imediatamente. O monitoramento regular, via exames, contribui para identificar e tratar precocemente quaisquer complicações.
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Cuidados no tratamento com ocrelizumabe
O tratamento com ocrevus ocrelizumabe exige alguns cuidados antes e durante o uso para reduzir o risco de complicações e garantir maior segurança.
Como o medicamento age sobre o sistema imunológico, é essencial manter acompanhamento médico regular durante todo o período da terapia.
Exames antes de iniciar o tratamento
Antes da primeira infusão, o médico costuma solicitar exames para verificar se há infecções ativas, especialmente hepatite B. Isso porque o ocrevus pode favorecer a reativação do vírus em pessoas que já tiveram contato com a doença. Caso seja identificada alguma infecção em andamento, o início do tratamento normalmente é adiado até sua resolução.
Vacinação
Vacinas com vírus vivos ou atenuados não são recomendadas durante o tratamento com ocrelizumabe, pois o sistema imunológico fica temporariamente reduzido. Quando indicadas, elas devem ser aplicadas, preferencialmente, pelo menos seis semanas antes da primeira infusão, conforme orientação médica.
Sinais de infecção
Durante o tratamento, é importante observar sintomas como febre, tosse persistente, dor de garganta, feridas que demoram para cicatrizar ou lesões causadas por herpes. Como o ocrelizumabe diminui a atividade de parte do sistema imunológico, essas infecções podem surgir com maior facilidade e devem ser comunicadas ao médico o quanto antes.
Acompanhamento médico
Consultas periódicas e exames laboratoriais são fundamentais para monitorar a resposta ao tratamento, identificar possíveis efeitos adversos e acompanhar parâmetros como a função hepática e outros indicadores clínicos.
O acompanhamento contínuo permite que o especialista avalie a eficácia do medicamento e faça ajustes sempre que necessário.
Cuidados durante a gravidez
Mulheres em idade fértil devem utilizar um método contraceptivo eficaz durante todo o tratamento e por, pelo menos, seis meses após a última infusão.
Isso ocorre porque ainda não existem evidências suficientes para garantir a segurança da gestação durante o tratamento com ocrevus. Caso a paciente esteja grávida ou pretenda engravidar, é fundamental conversar com o médico antes de iniciar ou continuar o tratamento.
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Perguntas frequentes sobre o ocrevus (ocrelizumabe)
Ocrevus é fornecido pelo SUS?
Sim. O Ocrevus (ocrelizumabe) é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O acesso depende da avaliação médica, da confirmação da indicação clínica e do cumprimento dos requisitos definidos para o tratamento da esclerose múltipla.
Qual o tempo de infusão do Ocrevus?
As duas infusões iniciais de 300 mg costumam durar cerca de 2 horas e 30 minutos cada. Já as infusões subsequentes de 600 mg geralmente levam entre 2 e 3 horas e 30 minutos, podendo ser mais rápidas em pacientes que já toleraram bem as aplicações anteriores. Após a infusão, o paciente permanece em observação por um período para monitorar possíveis reações.
O tratamento com Ocrevus precisa ser feito para sempre?
Nem sempre. A duração do tratamento é individualizada e depende da resposta clínica, da evolução da esclerose múltipla e da ocorrência de efeitos adversos. O neurologista reavalia periodicamente a necessidade de manter, interromper ou substituir a terapia.
Posso trabalhar ou dirigir após receber a infusão de Ocrevus?
Isso depende de como o paciente se sente após a aplicação. Algumas pessoas conseguem retomar as atividades normalmente, enquanto outras podem apresentar cansaço, dor de cabeça ou reações relacionadas à infusão.
O Ocrevus pode aumentar o risco de infecções?
Sim. Como o Ocrevus age reduzindo a atividade de células do sistema imunológico, o tratamento pode aumentar a suscetibilidade a algumas infecções, especialmente respiratórias, urinárias e causadas pelo vírus do herpes.



