A tirosina quinase é uma proteína importante para a comunicação entre as células e participa de processos como crescimento, divisão e sobrevivência celular. Em alguns tipos de câncer, alterações nessas vias podem favorecer a multiplicação descontrolada das células tumorais.
É nesse contexto que entram os medicamentos que bloqueiam determinadas tirosina-quinases. Ao interferir em sinais específicos relacionados ao tumor, essas terapias podem ajudar a controlar a evolução da doença.
Entender como esse mecanismo funciona pode tornar o tratamento mais compreensível e ajudar o paciente e seus familiares a conversarem com a equipe médica.
O que é tirosina quinase?
As tirosina-quinases são enzimas que participam da comunicação dentro das células. Elas ajudam a transmitir sinais recebidos por receptores celulares, especialmente aqueles relacionados a fatores de crescimento.
De modo geral, imagine que uma célula receba uma mensagem para crescer ou se dividir. Essa informação passa por uma sequência de sinais químicos no interior da célula. As tirosina-quinases podem fazer parte dessa sequência, funcionando como uma espécie de intermediário que ajuda a levar a mensagem adiante.
Em condições normais, esses mecanismos são regulados. Porém, algumas alterações genéticas podem deixar determinadas vias permanentemente ativadas. Em células cancerosas, isso pode contribuir para a proliferação e sobrevivência do tumor.
O que a tirosina quinase faz?
A principal função das tirosina-quinases é participar da sinalização celular. Elas podem ser ativadas após a ligação de determinados fatores de crescimento aos seus receptores e, a partir daí, desencadear outras reações dentro da célula.
Esses sinais podem estar envolvidos em processos como:
- crescimento e multiplicação celular;
- sobrevivência das células;
- diferenciação celular;
- formação de novos vasos sanguíneos, processo conhecido como angiogênese;
- comunicação entre diferentes estruturas da célula.
O que são os inibidores de tirosina quinase?
Os medicamentos que bloqueiam a atividade de determinadas tirosina-quinases são chamados de inibidor de tirosina quinase (ITK). Eles fazem parte das terapias direcionadas e procuram atingir proteínas ou vias moleculares específicas envolvidas no funcionamento das células tumorais.
O objetivo não é “desligar” todas as tirosina-quinases do organismo. Cada medicamento possui alvos determinados e atua sobre proteínas específicas. Dessa maneira, o tratamento medicamentoso é escolhido de acordo com o tipo de câncer, suas características moleculares, o estágio da doença e o histórico do paciente.
O uso de inibidores de tirosina quinase é conhecido como terapia-alvo, porque busca interferir em alterações ou mecanismos que são importantes para determinado tumor.
Quais são os inibidores de tirosina quinase?
Entre os principais inibidores estão dasatinibe, utilizado no tratamento de casos de leucemia, e asciminibe, que atua de uma maneira diferente sobre a proteína BCR::ABL1 e pode ser indicado em situações da leucemia mieloide crônica.
Outro exemplo é o axitinibe, utilizado principalmente em casos de carcinoma de células renais avançadas. Também existe osimertinibe, um medicamento direcionado a alterações específicas do EGFR e pode ser utilizado em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas.
Existe uma variedade de medicamentos dessa classe, e eles não são intercambiáveis. Cada um possui alvos, indicações, doses, interações e possíveis efeitos colaterais.
Quais tipos de câncer são tratados com tirosina quinase?
Os medicamentos inibidores de tirosina quinase podem ser utilizados em diferentes tipos de câncer, desde que exista uma indicação para aquele medicamento e para as características da doença.
Entre os principais tipos de câncer estão:
- leucemia mieloide crônica e outras neoplasias hematológicas específicas;
- câncer de pulmão de células não pequenas com determinadas alterações moleculares;
- câncer renal, especialmente o carcinoma de células renais;
- tumores estromais gastrointestinais (GIST);
- alguns casos de câncer de mama ou outras neoplasias que apresentam alvos moleculares compatíveis.
Portanto, não basta saber qual é o tipo de câncer. Em algumas situações, exames moleculares e genéticos ajudam a identificar se existe uma alteração que pode ser alvo de determinado medicamento.
É importante destacar que esse bloqueio do inibidor de tirosina quinase não significa necessariamente eliminar todas as células do câncer. Em muitos casos, o objetivo é controlar a doença, retardar sua progressão e melhorar os resultados do tratamento.
Quais são os efeitos colaterais?
Como qualquer tratamento oncológico, os inibidores de tirosina quinase podem causar efeitos adversos. Eles variam bastante conforme o medicamento e o alvo bloqueado.
Entre as possíveis reações estão cansaço, alterações gastrointestinais, alterações na pele, aumento da pressão arterial, alterações em exames laboratoriais e outros efeitos de cada medicamento.
Isso não significa que todos os pacientes terão essas reações ou que elas ocorrerão com a mesma intensidade. O acompanhamento médico é essencial para monitorar a resposta ao tratamento do câncer, avaliar exames, controlar sintomas e ajustar a terapia quando necessário.
Também é importante não interromper ou alterar a dose por conta própria. Qualquer sintoma novo deve ser comunicado ao médico responsável pelo tratamento.
Precisa de ajuda para importar um medicamento oncológico?
Quando um medicamento prescrito precisa ser importado, lidar com fornecedores, documentação e logística pode ser uma preocupação a mais durante um período que já exige bastante do paciente e da família.
A Pharmaimports oferece assessoria especializada na importação de medicamentos oncológicos e especiais, para pessoas físicas e jurídicas de todo o Brasil. A Pharmaimports auxilia nas etapas do processo, desde a cotação e orçamento dos medicamentos até o transporte e acompanhamento da entrega, seguindo todas as exigências da (Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Se você recebeu uma prescrição e precisa entender melhor como funciona o processo de importação, pode contar com a nossa assessoria para medicamentos importados. Entre em contato com a gente e envie a sua receita médica.
FAQ - Perguntas frequentes sobre Tirosina Quinase
Qual a função da proteína quinase?
A proteína quinase participa da comunicação entre as células, ajudando a transmitir sinais que regulam processos como crescimento, divisão e sobrevivência celular. A tirosina quinase é um tipo específico de proteína quinase que pode estar envolvido em vias de sinalização alteradas em alguns tipos de câncer.
Quando os TKIs são indicados?
Os TKIs são indicados quando o câncer apresenta características moleculares que podem ser atingidas pelo medicamento. A escolha depende do tipo de tumor, das alterações identificadas nos exames, do estágio da doença e do histórico de tratamentos do paciente.
Os medicamentos ITK podem ser combinados com imunoterapia?
Sim. Em determinados tipos de câncer e situações clínicas, alguns ITKs podem ser utilizados em combinação com imunoterapias. Essa estratégia depende do medicamento, do tipo de tumor e das evidências disponíveis.
É necessário fazer exames genéticos antes de iniciar um ITK?
Em alguns tipos de câncer, sim. Exames moleculares podem identificar alterações específicas que ajudam a determinar se existe um alvo adequado para determinado medicamento. Essa avaliação é importante quando a indicação depende da presença de uma mutação ou alteração em uma proteína específica.
O tratamento com tirosina quinase pode deixar de funcionar?
Pode acontecer de o tumor desenvolver mecanismos de resistência ao tratamento, fazendo com que o medicamento deixe de controlar a doença como antes. Quando isso ocorre, o oncologista pode investigar a causa da resistência e avaliar outras opções terapêuticas.



